Data: 24/06/2009 Fonte: Jornal do Senado
Lúcia Vânia indagou quem teria entregado lista de supostos beneficiários a jornal
Ao se defender, da tribuna, de denúncias publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Papaléo Paes recebeu o apoio de vários senadores que, em apartes, também se manifestaram pela necessidade de mudanças no Senado. Jefferson Praia (PDT-AM) chamou atenção para a vida pública exemplar de Papaléo, a qual, disse, seria suficiente para evitar a perda de credibilidade junto à população de seu estado em razão de “denúncias infundadas”. Flexa Ribeiro (PSDB-PA) considerou inadmissível que no Senado atos administrativos não tenham tido publicidade e defendeu a realização de uma reforma administrativa na Casa. Mário Couto (PSDB-PA) lamentou a paralisação dos trabalhos da Casa devido às irregularidades cometidas, segundo ele, por dois ex-diretores, Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi.
Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou providências mais rápidas por parte do presidente da Casa, José Sarney, para enfrentar a crise.
Marisa Serrano (PSDB-MS) também concordou com Papaléo sobre a necessidade de modernização administrativa da Casa. A senadora considerou injusta a inclusão na lista dos parlamentares que teriam se beneficiado por atos secretos do nome do ex-senador Ramez Tebet. Além do histórico de serviços prestados a Mato Grosso do Sul, disse Marisa Serrano, Tebet faleceu em 2006 e não pode se defender da acusação. Sérgio Guerra (PSDB-PE) endossou as suspeitas de Papaléo sobre a motivação do governo em manter a crise do Senado como foco principal de interesse da imprensa, visando desviar a atenção da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras. – Esse negócio da Petrobras é muito mais grave do que o que está acontecendo aqui. Forças muitos poderosas estão atuando para que os senadores não levem adiante a fiscalização da Petrobras – frisou.
Cristovam Buarque (PDT-DF) informou que, em um dos atos secretos, sua assessoria identificou a nomeação de uma pessoa para trabalhar na Comissão de Educação (CE) quando ele presidia o colegiado. – O ato da nomeação está publicado no Boletim Administrativo. Eu não entendo por que o chamam de secreto – afirmou Cristovam.
Eduardo Suplicy (PT-SP) leu nota enviada pelo colega Marcelo Crivella (PRB-RJ) rebatendo informações a seu respeito incluídas na lista publicada por O Estado de S. Paulo. No documento, o diretor-adjunto da Secretaria de Recursos Humanos do Senado, Evandro Luís Perisse, afirma que “Deborah Christine nunca foi servidora de cargo comissionado no Senado Federal, bem como Renato Lobão Ferreira nunca teve exercício” no gabinete de Crivella. Já Lúcia Vânia (PSDB-GO) indagou quem teria entregado à imprensa a lista de supostos beneficiados pelos chamados atos secretos, na qual ela também foi citada. A senadora pediu ao 1º secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), explicações sobre o vazamento. Valdir Raupp (PMDB-RO), que também teve seu nome incluído na lista, disse que, em sua opinião, o próximo alvo da imprensa será a verba indenizatória dos senadores. Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pediu serenidade aos colegas para que possam enfrentar a crise no Senado. Ele disse que existem, sim, problemas na Casa, mas que as irregularidades não podem ser generalizadas a todos os senadores ou a todos os servidores. – Vamos reconhecer que existiam erros, mas vamos reconhecer que existe exagero, manipulação e uma generalização indevida – disse Azeredo.




















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