Quando aprendi a ler, aos nove anos de idade, ganhei “As caçadas de Pedrinho” e me encantei com o pó de pirlimpimpim, inventado por Monteiro Lobato, para que as suas personagens se transportassem de um lugar para o outro pelo poder da imaginação.
Acontece que o pó de pirlimpimpim só existe no Sítio do Picapau Amarelo. Na vida real, precisamos andar, correr ou voar, a pé ou por algum meio de transporte, para chegar a outro lugar. Não há mágica.
Não há mágica na vida. Para comer é preciso trabalhar (2Tessalonicenses 3.10). Para passar num concurso é preciso estudar. Para crescer é preciso sofrer. Para conviver é preciso ceder.
Muitas de nossas frustrações não são frustrações: são apenas conseqüências de expectativas que não podiam ser realizadas.
Doi deixar o pó de pirlimpimpim na caixa de fósforo, mas é la tem que ser ficar para ser usado em viagens imaginarias. Nas viagens reais, os calos sangram e os suores pingam.

Desejo-lhe um
BOM DIA.
Israel Belo de Azevedo, pastor

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