A passeata convocada contra a aprovação da emenda Ibsen, que diminui os royalties do petróleo para Rio, já está acontecendo no Centro do Rio de Janeiro no final da tarde desta quarta-feira. Entretanto, o governador Sérgio Cabral, que convocou a manifestação, não estava presente até o início da caminhada pela Rio Branco.
Conforme a passeata avança pela principal avenida da capital, caem folhas de papel picado do alto dos prédios, em sinal de apoio ao protesto. Entre os políticos presentes, estão o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) acredita que o Senado derrubará a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que causou polêmica ao prever a redistribuição dos royalties de petróleo.
” Há um consenso de que não se deve mexer nas áreas já licitadas. A tendência do Senado é discutir a redistribuição dos royalties para frente, nos campos ainda não licitados. Achamos que não deve abranger os contratos já assinados ” , disse ele, que participa de manifestação no centro do Rio contra a redistribuição dos royalties.
Também presente ao evento, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que a manifestação foi o último movimento que restou ao Rio para lutar pela distribuição adequada dos royalties. Segundo ele, a aprovação da emenda poderia causar desemprego em vários municípios do estado.
Já o presidente da Cedae – a companhia de abastecimento de água e esgoto do Rio -, Wagner Wicter, ponderou que muitos contratos da Cedae para construção de dutos de saneamento podem ser afetados, já que os projetos são bancados com recursos do Fecam, o fundo estadual de meio ambiente, que recebe 5% dos royalties destinados ao estado.
” A reconstrução do Haiti custará US$ 1 bilhão. Sendo assim, a perda dos royalties do Rio pode significar quatro terremotos todo ano ” , comparou.
(Rafael Rosas | Valor Online)
















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