Segundo senador, trabalho contribuiu para recuperar votos perdidos pela petista
Do R7
Após votar na manhã deste domingo (31) no clube dos Marimbás, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB), afirmou que um trabalho feito por ele e outros políticos junto à lideranças evangélicas de todo o Brasil contribuiu para que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, chegasse no dia da eleição com vantagem nas pesquisas.
Segundo Crivella, nas últimas semanas da campanha no primeiro turno, houve uma migração de votos evangélicos para a candidata do PV, Marina Silva, o que provocou surpresas na votação final.
- Houve surpresa porque a Marina, que sempre teve 8% e terminou com 20% e o José Serra, que sempre ficou nos 25%, chegou aos 30%. Com isso, procuramos analisar o que ocorreu e políticos evangélicos com maior penetração entre as lideranças do segmento, como eu, o Magno Malta, do Espírito Santo e o Valter Pereira, da Bahia, iniciamos um périplo por todo o Brasil e acreditamos que esse trabalho teve resultado. A Dilma conseguiu recuperar os votos perdidos e chegou a 55% ou 56% nas pesquisas.
O senador disse estar confiante na vitória da petista mas afirmou que “na vida política, nada é garantido”.
- Os institutos de pesquisa apontam uma vantagem de 10% para a Dilma. Não acredito que ocorra um fenômeno que acontece nas eleições regionais, quando candidatos costuma espalhar centenas e milhares de cabos eleitorais para fazer campanha de última hora e acabam subindo até dez pontos percentuais. Em nível nacional, isso é impossível porque o número de votos é muito grande e não há candidato capaz de conseguir mais 10% dos votos só com cabos eleitorais em um universo de 100 milhões de eleitores.
Crivella afirmou que o brasileiro sempre teve vontade de eleger uma mulher presidente e que Dilma representa os valores da alma feminina.
- Existe na alma do brasileiro um desejo de prestar uma homenagem para as suas mães, filhas e mulheres. O brasileiro quer escolher uma mulher que traz, na sua alma, as cicatrizes da tortura. Isso faz parte do perfil das mulheres brasileiras, que sempre sofreram com o preconceito, a discriminação, o assédio moral, psicológico e sexual.
A Dilma cumpre esse papel.
O destino a preparou para ter a honra de subir a rampa do palácio do Planalto.
Ela representa a delicadeza, a ternura e a bondade da alma feminina e também as resistências morais e de caráter da mulher brasileira.




















![carta_do_rio_1]_q115f](http://amigosdocrivella.files.wordpress.com/2011/03/carta_do_rio_1_q115f.jpg?w=300)


