Prof. Chafic Jbeili – www.unicead.com.br
Durante a semana vimos a ação do Estado em represália ao tráfico no Rio. As forças policiais e militares agiram integradas e estrategicamente em torno de um objetivo comum: o combate aos terroristas que assolaram a cidade maravilhosa, uma de nossas preciosidades brasileiras.
O Estado fez o que era certo, na hora certa e da forma mais acertada possível. Mostrou sua cara sem ser descarado. Demonstrou sua força a quem precisava relembrá-la, sem intimidar aqueles que não precisam experimentá-la, mas que precisam usufruí-la ao seu favor para seguirem os seus caminhos.
Foi um show de união, competência, de frases lapidares como a de um soldado que disse: “[...] estamos devolvendo ao povo o que é do povo”. O povo precisa ver com mais freqüência este tipo de espetáculo constitucional, tomara que sem a pirotecnia das armas de fogo, mas com o reavivamento do interesse público pelo interesse dos cidadãos.
O Brasil precisa manter essa estratégia feliz e dar espaço aos homens de bem, tanto os do presente quanto os do futuro. Fiquei muito feliz ouvir crianças dizendo ao repórter que querem ser bombeiros, policiais, fuzileiros navais, porque agora a referência de força e poder não é mais a do “dono do morro” que correram desesperados, mas a dos agentes do Estado. Isto é fundamental para o futuro da nova geração que cresce naquelas comunidades.
Esta é uma boa hora para se preparar uma outra força-tarefa: a ação conjunta entre pais, pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, psicanalistas e demais educadores para mostrar às crianças e adolescentes que definitivamente o crime não compensa. é hora de voltar a tocar bem alto o Hino Nacional nos pátios das escolas e nas salas de aula.
O momento e o clima emergidos na guerra ao tráfico são extremamente propícios para incutir idéias de valores éticos e morais nas crianças. A circunstância é positivamente emblemática. Educadores e pais devem mostrar a satisfação popular com a ação policial e a indignação manifestada contra a bandidagem evidenciada no número record de denúncias anônimas entregando os malfeitores.
Creio que, por incrível que pareça, é hora de seguir o exemplo do reavivamento estatal no restabelecimento da ordem e da paz nos morros cariocas antes dominados pelo tráfico e voltar a ensinar às crianças o respeito aos mais velhos e às autoridades. Ensinar que irreverência é sinal de pouca inteligência e imaturidade, muito mais do que expressão de liberdade. Cada qual escolhe o caminho que lhe parece mais adequado, porém cada qual também arcará com as consequências de suas escolhas.
Contudo, por outro lado, se faz necessário manter o equilíbrio e o bom senso na efetivação desta reorientação de valores para que não suscite nas crianças o sentimento de desejo de morte aos bandidos, porque não devemos nos alegrar na morte do homem mau, mas o desejo a ser aflorado, mesmo que utópico, é que os homens maus deixem a maldade e optem pelo caminho do bem, fazendo o que é bom.
Eu particularmente não pulo da alegria como quem comemora um gol ao ver bandidos sendo presos ou mortos. São coisas diferentes! Posso me sentir mais aliviado, talvez mais seguro, mas não tenho prazer na morte do ímpio. Me alegro em ver o direito coletivo do cidadão de bem prevalecendo sobre o abuso dos malfeitores, mas isto não basta. Gostaria que o Estado tivesse um programa sério, consistente, efetivo para mudança de comportamento dos homens condenados por mau conduta na sociedade.
Enfim, a polícia conquistou o Morro e assumiu o comando. Fez centenas de homens maus fugirem pelo mau caminho que escolheram seguir. Os homens de bem prevaleceram! Aos pais e educadores cabe agora refletir com mais frequência a seguinte frase: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22:6).
Até a próxima semana!
Chafic




















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