Auxílio das forças armadas
O senador Marcelo Crivella (PRB) defendeu as ações do governo estadual contra os traficantes no Rio de Janeiro, inclusive com o auxílio de forças federais, como a Força Nacional.
“Sem dúvida nenhuma. A experiência que temos é de que a Força Nacional de Segurança tem ajudado o Rio de Janeiro todas as vezes que precisamos. Nesse momento, acho que não devemos hesitar. Toda ajuda é importante, como também não é um momento da gente procurar culpar, ou achar um bode expiatório, é um momento da união. Todos nós temos que nos unir e cuidar da população do Rio de Janeiro.
O que interessa para nós é que não morra mais crianças como aquela menina de 14 anos”, disse.
O senador também elogiou as ações do Governo Federal, como o Pronasci, que têm várias ações sociais.
“Esse projeto é a mãe das comunidades. Treina as crianças para as artes, para a cultura, para participar do PanAmericano, Olimpíadas, Copa do Mundo. Isso é fundamental”, declarou.
Crivella pediu também maior rigor nas fronteiras.
“Precisamos entender que essa guerra contra o tráfico precisa ser travada também nas fronteiras brasileiras. Não podemos ser um país com soberania, se nossas fronteiras estão cheias de mulas trazendo armas, munição e cocaína. Em 2005 eu aprovei uma lei no Senado e o presidente Lula sancionou, dando responsabilidade de polícia ao Exército nas fronteiras. Esse ano, o presidente extendeu isso para Marinha e Aeronáutica. Hoje, o Exército não pode dizer que isso é problema da Polícia. O Exército é Polícia pela lei. Nas atribuições do Exército na fronteira, ele tem o mesmo papel que a Polícia Federal, que tem 10 mil homens, o Exército tem mais de 150 mil homens”, afirmou.
Para Crivella “os quartéis que estão na beira da praia tem que ser transferidos para áreas de fronteira. Nós precisamos desses homens na fronteira com Peru, Paraguai, Colômbia e Bolívia.
São oito quilômetros na nossa fronteira, temos que ter quartéis, aviões fiscalizando, temos que ter radar. Os americanos fizeram um muro na fronteira deles com o México. E nós continuamos permitindo que toda essas armas venham para cá. Como é difícil combater o tráfico no morro, quando o traficante aponta para uma criança e mata, a Polícia exita. Temos que tirar a arma deles. Para tirar nós precisamos acabar com a linha de suprimento.
Comecei a recolher assinaturas de senadores e deputados para fazer a CPI das Fronteiras.
Vamos chamar os comandantes do Exército, Aeronáutica e da Marinha.
No Brasil não temos nada, as pessoas entram e saem como querem”, finalizou o senador.




















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