Autor do requerimento de homenagem aos 90 anos de fundação do jornal Folha de S. Paulo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) acredita que essa trajetória traduz muito mais que o sucesso de um grupo empresarial. Na sua avaliação – expressada durante sessão especial do Senado, nesta segunda-feira (14) -, “é um monumento à liberdade de imprensa, patrimônio cívico da nossa geração”.
- Um País que almeje ser respeitado entre as nações, pujante, rico, culto e poderoso, mas igualmente justo e humano, não pode prescindir da liberdade de imprensa – afirmou Crivella, ao celebrar a data e a memória do conterrâneo Otávio Frias, que, “com imaginação e inteligência”, transformou a Folha de S. Paulo de “modesto periódico da década de 60 no maior jornal do país”.
Segundo Crivella, a firmeza do caráter, a sobriedade e a lucidez da personalidade de Otávio Frias foram fundamentais para que, na direção do jornal, superasse crises políticas e financeiras e enfrentasse a censura imposta pelo regime militar.
- Otávio Frias sabia que a causa do povo não requer radicalismos, mas coragem. Não foi um publisher apático, reacionário e entreguista, tampouco partidário do oposicionismo sectário, intolerante e implacável. Foi um homem que estabeleceu como lema para si e para a Folha a busca da verdade – sustentou o senador.
Crivella também citou trechos de manchetes contidas no livro “90 Anos de História nas Capas mais Importantes da Folha” e encerrou seu discurso pedindo “que Deus abençoe a Folha de S. Paulo e faça dela sempre um instrumento da democracia, da liberdade e da justiça, na construção do Brasil dos nossos sonhos e da Pátria dos nossos ideais”.
Da Redação / Agência Senado




















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