Nós, os editores do Blog Amigos do Crivella, encontramos na internet um matéria publicada no blog do jornalista Altino Machado onde o título nos chamou a atenção:

CRIVELLA REINVENTA A HISTÓRIA DO ACRE

Como havíamos publicado o discurso do senador, na íntegra, no youtube e aqui no blog dos amigos, entramos em contato com a assessoria do Senador Marcelo Crivella e hoje recebemos o texto, que foi escrito pelo próprio senador, em resposta ao que alega o blog acima referido.

O vídeo abaixo é a parte final do discurso do senador no dia 23 de março de 2011 e que o jornalista escreve em seu blog que ouviu-o pela rádio senado.

Mensagem do Senador Marcelo Crivella em resposta às críticas

Tenho recebido algumas críticas sobre um dos meus pronunciamentos. Alegam que eu reinventei a história do Acre. Vamos aos fatos que estão documentados e registrados no livro de título Rio Branco – O Brasil no Mundo, de Rubens Ricupero, da Contraponto Editora, páginas 28,29,30 e 31.

Por volta de 1850 o Brasil havia reconhecido que o Acre pertencia à Bolívia. Contudo, havia naquela região muitos brasileiros, trabalhando nos seringais. A presença deles crescia de forma alarmante, criando naturalmente conflitos na região.

Em 1903 o Barão de Rio Branco entendeu que o problema só se resolveria quando se tornassem brasileiros todos os territórios ocupados por nacionais. “Se desejamos adquirir o Acre mediante compensação é unicamente por ser brasileira a sua população.”

Havia três grandes adversários, com os quais o Barão usou de sua diplomacia peculiar. Eram eles: Bolívia, Peru e a Bolivian Syndicate, representado principalmente por acionistas americanos e ingleses. (Precisamos lembrar que a borracha tinha a importância que o petróleo tem para os nossos dias). O Bolivian Syndicate até fez a frota americana navegar para o Atlântico Sul, com o objetivo de intimidar.

Enquanto tropas bolivianas marchavam para expulsarem os brasileiros, tropas brasileiras guardavam a retaguarda.  E entre a tropa nacional estava o então anônimo sargento Getúlio Vargas, que viria um dia a ser um grande presidente do Brasil.

Além da resistência militar, o Barão de Rio Branco determinou que o Rio Amazonas, única entrada prática para se extrair a borracha do Acre, fosse bloqueado.  Com estas ações políticas, o genial Barão deixou os adversários atônitos.  Mas para evitar conflitos sangrentos, em 17 de novembro de 1903 foi assinado o Tratado de Petrópolis.  Este dispunha a incorporação ao Brasil de 190.000km2 de território de população brasileira, a cessão à Bolívia de pouco mais de 3.000km2, o pagamento de 2 milhões de libras (correspondente a quase 180 milhões de dólares) a título de compensação pela permuta desigual e o compromisso brasileiro de construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré. Além disso, os acionistas da Bolivian Syndicate foram indenizados.

O Tratado de Petrópolis foi considerado o mais importante ajuste diplomático do Brasil desde a sua Independência.

Reitero portanto, aqui, que jamais alteraria os fatos da história.

Estes são os fatos e contra eles não há argumentos.

Senador Marcelo Crivella

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