Parlamentares discutem medidas para ampliar proteção de estudantes
Porta da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio
Além de manifestações de senadores chocados com o assassinato de 11 crianças no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (7), o Senado reagiu ao massacre com promessas de novas leis para coibir a violência. As principais declarações partiram do presidente da Casa, José Sarney; dos senadores pelo Rio Marcelo Crivella (PRB), Francisco Dornelles (PP) e Lindbergh Farias (PT); dos integrantes da CRE (Comissão de Relações Exteriores); e do presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Um esforço para votar projetos contra a violência foi anunciado nesta quinta pelo presidente da CCJ. Em entrevista, Oliveira afirmou já havia determinado à secretaria da CCJ um levantamento dos projetos que tratam de segurança pública, que considera a maior preocupação dos brasileiros.
Referindo-se à tragédia na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (RJ), Oliveira disse que a segurança nas escolas deve ser hoje uma preocupação nacional. Segundo ele, diariamente morrem crianças vítimas da violência nas escolas, o que exige das autoridades medidas preventivas.
- Nossos jovens estão expostos a todo tipo de violência, e não podemos assistir passivamente a essa onda criminosa. Os traficantes estão viciando e matando os jovens nas imediações das escolas, e isso é intolerável.
Em discurso, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) disse que está com o “coração estraçalhado de tristeza”. Foi dele o requerimento para que a CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) aprovasse voto de pesar às famílias das vítimas do atentado. O voto é extensivo à Escola Municipal Tasso da Silveira.
Ao lamentar o massacre, o senador Lindbergh Farias afirmou que o momento é de mobilização social e de repensar os valores da sociedade.
- Não falo como senador. Falo como brasileiro que conhece aquele povo. Ninguém sabe o que se passa na cabeça de uma pessoa como essa quando resolve assassinar crianças. O povo do Rio, em especial os pais daquelas crianças, não merece isso.
Já Francisco Dornelles disse que estava chocado com o ocorrido e que se sentia “como os pais das crianças”, que enviaram seus filhos para estudar e que jamais esperavam por uma tragédia como a ocorrida nesta manhã.
Restrição às armas
Logo que chegou ao Senado, Sarney classificou como “atentado terrorista” o ataque à escola em Realengo. Para ele, o governo deve, a partir desse episódio, passar a dar mais atenção à questão da segurança nas escolas brasileiras. Sarney disse também que a tragédia pode trazer de volta, à sociedade e ao Congresso Nacional, a discussão sobre a proibição de venda de armas de fogo.
- Eu digo não às armas. Não podemos aceitar a venda livre de armas no Brasil.
















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Também sou contra armas.Mas sou afavor de um forte esquema de segu-
rança nas escolas públicas.Por exemplo:
Além do portão de entrada deveria ter outro portão com travas que daria
acesso as salas de aula.Assim quando alguém entrasse na escola,essa pes-
soa ficaria em contato apenas com a secretaria da escola e aí ela seria in-
terrogada a respeito da tal palestra.Olha se fossem mais cuidadosos e res-
ponsaveis essa pessoa nãos teria entrado nessa escola.Essa pessoa entrou
e circulou a vontade pela escola e não apereceu ninguém para acompamhar essa pessoa.É um absurdo, é revoltante.