Há um ano, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), parecia destinado a navegar em eterna calmaria. Ostentava prestígio com o governo Lula e se reelegeu no primeiro turno, com apoio de 16 partidos e dois terços dos votos. Agora, enfrenta um impasse que ameaça ressuscitar a oposição fluminense e comprometer seu futuro político. Acuado, promete reunir 100 mil pessoas hoje em passeata contra a redivisão dos royalties do petróleo, patrocinada pelo governo Dilma Rousseff.

Cabral diz que o texto aprovado no Senado, com apoio declarado da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), tira R$ 1,5 bilhão do Estado e R$ 1,8 bilhão dos municípios do Rio já em 2012. Sem o trânsito que exibia no Planalto, ele terá que dividir o palanque com três rivais que cobiçam sua cadeira em 2014: os senadores Lindbergh Farias (PT) eMarcelo Crivella (PRB) e o deputado Anthony Garotinho (PR).

O governo decretou ponto facultativo e passagens grátis em trens e metrô, mas anunciou que nenhum político pode discursar. O veto irritou adversários, que prometem apoio na luta pelo dinheiro, mas apontam o peemedebista como o responsável por possível derrota do Estado. “Cabral pode entrar para a história como quem entregou as riquezas do Rio”, afirma Garotinho.

Fonte: O POVO

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