Senadora chega a acordo com CNBB, mas não consegue convencer os evangélicos
Em entendimento com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a senadora Marta Suplicy (PT-SP) flexibilizou seu projeto que criminaliza a homofobia, permitindo que, em templos, padres e pastores possam continuar pregando contra o homossexualismo. Mesmo com as alterações, a relatora do projeto não conseguiu acordo com os segmentos evangélicos, mas tentará aprovar a proposta na Comissão de Direitos Humanos e depois no plenário, para que seja enviado à Câmara para ser alterado ou gerar um novo projeto, saindo de sua responsabilidade.
Há uma grande cobrança da comunidade LGBT para que o projeto ande, mas, sem acordo, ele está parado no Senado desde o início do ano.
- Se formos esperar um consenso sobre o projeto original, que é de 2001, aqui não passa. Vamos ver o que conseguimos aprovar para fazer o projeto andar. Senão, vou ficar aqui oito anos e no final vou dizer que não conseguimos aprovar nada – disse Marta.
Depois de fazer o acordo com a CNBB, Marta tentou convencer o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que o artigo incluído retirava a possibilidade de punição a pastores em suas pregações contra o homossexualismo.
- Eu disse para o Crivella: fizemos um acordo com a CNBB, e vocês vão ficar do lado do Bolsonaro? – contou Marta.
O líder do PMDB, Renan Calheiros, disse que dificilmente o substitutivo de Marta será aprovado na comissão amanhã e, depois, no plenário.
Fonte: Jornal O Globo




















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